HackBrazil at MIT and Harvard: Já imaginou apresentar sua startup para o Jorge Paulo Lemann, Luciano Huck, Kaka e mais diversos executivos e empreendedores?

 

luciano

Pois é, isso é possível na HackBrazil at MIT and Harvard!

O canal techbrazil conversou com o Ivo, estudante do MIT e um dos co-presidentes da HackBrazil e da Brazil Conference.  Ele nos contou um pouco da história dele e dessa baita competição que os alunos de Harvard e MIT, junto com grandes empreendedores estão organizando.

O evento ano passado teve a presença de jurados de altíssimo nível como Gustavo Roxo (CIO do BTG Pactual), Camila Farani (CEO do Gávea Angels), Gabriel Benarrós (Founder da Ingresse), Ricardo Marino Vilela (VP Executivo do Itaú), Maria Alice Frontini (Presidente do MIT Alumni Club do Brasil)  e Alex Szapiro (CEO da Amazon Brasil).

Adicionalmente, o evento foi apresentado pelo Luciano Huck e teve na platéia diversas celebridades como Kaká e o empresário Jorge Paulo Lemann! Assista o breve vídeo do evento.

Vamos à entrevista:

1) Primeiro queria que você contasse sua trajetória e como entrou no MIT?

 

Sou natural de Brasília e fiz minha graduação em Engenharia Civil, na Universidade de Brasília. Logo em seguida, trabalhei no mercado de energias renováveis, mais especificamente em uma empresa de consultoria em engenharia, com projetos de hidrelétricas. Desde sempre fui bastante envolvido no mundo acadêmico, e a participação em um projeto de iniciação científica durante a graduação me motivou bastante para trabalhar com pesquisa. Mais importante ainda foi a influência de dois tios meus, que são Ph.D. também pelo MIT. Eles sempre me mostraram a importância de aprofundar minha formação e a escolha da universidade foi, obviamente, bastante influenciada por eles.

 

2) Você estudou no Brasil e no MIT, qual a diferença entre a universidade aqui e la?

 

Me sinto muito grato por ter tido a oportunidade de estudar em universidades de excelente qualidade. Em ambas, tive aulas com professores excelentes, mas algumas diferenças fazem do MIT um lugar especial. A principal diferença seria com relação à integração entre diferentes áreas do conhecimento. Aqui no MIT, os programas dos cursos são estruturados a dar grande flexibilidade aos estudantes e, além disso, a própria universidade motiva os alunos a fazer cursos em diversos departamentos. Outra grande diferença que observei é o nível de exigência das matérias. Aqui os cursos são fortemente baseados em listas de problemas a serem resolvidas em casa, o que demanda muito tempo e dedicação fora das salas de aula.

 

3) Como é o dia-a-dia de um estudante do MIT?

 

Eu descreveria meu dia-a-dia de acordo com duas fases distintas. Uma no começo do doutorado, quando estava focado em fazer os créditos requeridos. Durante esses primeiros anos, passava boa parte do dia dentro da sala de aula e trabalhando em listas de exercício. No tempo restante, estava dedicado a dar os primeiros passos no projeto de pesquisa, aprofundando o estudo em alguns tópicos específicos e iniciando o desenvolvimento da ferramenta numérica que uso hoje em dia. A segunda fase começou após passar pelo exame de qualificação, e foi diferente principalmente com relação à liberdade para o desenvolvimento das atividades de pesquisa. Apesar de ter objetivos bem definidos, o caminho para atingi-los não é algo muito rígido, o que constitui, na minha opinião, um dos principais desafios do doutorado. Por esse motivo, as minhas atividades diárias são muito variadas. Há dias em que passo o tempo todo dentro do laboratório e outros em que estou somente programando.

 

 

4) Você é o presidente da Brazil Conference e da HackBrazil. O que é a HackBrazil? E o Que é a Brazil Conference?

 

A HackBrazil é uma competição anual, iniciativa da Brazil Conference, que funciona como uma plataforma para o desenvolvimento de soluções para os problemas do nosso do Brasil. Projetos nas mais diversas áreas são selecionados para participar de um período de desenvolvimento, no qual as equipes colocam a mão na massa sob a orientação de mentores extremamente qualificados. As equipes que mais evoluírem durante essa fase, são selecionados para vir para a grande final, que acontece durante a Brazil Conference, aonde apresentam o projeto para um painel de jurados formado por renomados investidores e empreendedores.

A Brazil Conference, que acontece anualmente nos campi de MIT e Harvard, é uma conferência organizada por alunos das universidades mais renomadas do mundo, com o objetivo de discutir soluções para o Brasil. A presença de nomes de grande expressão tanto brasileiros como mundiais, fazem da conferência um ambiente único para ter debates muito enriquecedores.

 

5) Qualquer pessoal pode participar da HackBrazil?

 

Sim! A HackBrazil não tem limitações com relação aos participantes. Podem se inscrever pessoas de qualquer nível de escolaridade, nacionalidade ou idade.

 

6) O que vocês esperam das equipes?

 

Nós esperamos que as equipes tenham ideias inovadoras e transformadoras para a realidade brasileira. Além disso, é importante que a equipe, como um todo, seja capaz de concretizar o plano proposto para o período de desenvolvimento da HackBrazil.

 

7) O que motiva alunos brasileiros das duas melhores instituições do mundo a dedicar a esse projeto?

 

A maior motivação que temos é mudar o Brasil para melhor. A Brazil Conference é uma oportunidade única para colocar as discussões de temas relevantes para o país dentro de duas das melhores universidades do mundo. O evento é organizado por estudantes que acreditam na possibilidade real de mudança da nossa realidade através de debates envolvendo pessoas das mais diversas origens e pontos de vista. Acreditamos que podemos fazer a diferença e a conferência vem como a plataforma para fazer isso acontecer.

 

8) Os jurados são de altíssimo nível, você acredita que eles tem interesse em investir nos projetos dos participantes?

 

Claro! Não somente o corpo de jurados, mas também vários dos presentes na conferência, tem grande expressão na área de investimentos dentro do Brasil. Um dos maiores trunfos para os finalistas é ter a oportunidade de apresentar seus projetos para eles, o que pode levar a parcerias que os levarão ainda mais longe.

 

9) O Luciano Huck foi o apresentador da Hack – qual o motivo da escolha?

 

Nós escolhemos o Luciano Huck como apresentador da HackBrazil por todo o seu trabalho com iniciativas de alto impacto social e empoderamento. Além disso, ele é bastante ativo no mercado de investimentos brasileiro, sendo fundador da Joá Investimentos, fundo focado em startups trabalhando com tecnologia e estilo de vida. Ele também é o fundador do Instituto Criar, uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo contribuir para a formação de jovens por meio do audiovisual. Todas essas iniciativas estão bastante alinhadas com o propósito da HackBrazil e, por isso, o escolhemos para ser o apresentador do evento.

 

10) O que você vê para seu futuro quando sair do MIT?

 

Ainda não tenho um plano definido para quando acabar o doutorado no MIT. Um dos melhores aspectos de ter passado por essa experiência foi aprender a lidar com um espectro bastante amplo de problemas. As ferramentas que aprendi serão extremamente úteis, não importando em que área for trabalhar. Além disso, estar em um ambiente tão fértil para novas ideias também me inspira para trabalhar em algo inovador ao sair daqui.

Inscrições abertas: http://www.hackbrazil.com

Zeenflow: Uma Startup para Startups …

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O canal TechBrazil teve a oportunidade de conversar com o Chris e o Macgyver, sócios fundadores da ZeenFlow. A conversa foi super interessante. Veja abaixo:

 


1) Para começar nossa conversa, vocês poderiam contar um pouquinho da sua trajetória profissional?

 

Chris: Venho de uma família empreendedora, nasci no meio de computadores. Tive a oportunidade de morar fora do país por um tempo, passei 1 ano em Taiwan. Assim que voltei entrei no ramo alimentício com um food truck em Florianópolis, não deu muito certo, mas aprendi muito e tive a minha primeira lição de negócios.

 

Depois, decidi entrar no mundo da tecnologia, trabalhei em duas startups, entrando por marketing e caindo em vendas. Passei um tempo em São Paulo, trabalhando e aprendendo muito. De maneira extremamente resumida, isso é um pouquinho da minha jornada.

 

2) O Zeenflow é a primeira startup que vocês fundaram? Vocês acreditam que um bom empreendedor é aquele que já falhou várias vezes?

 

Macgyver: Eu já tive várias idéias e protótipos validados no mercado, assim como já fui sócio e C-Level em outras startups,  porém como fundador, o Zeenflow é minha primeira Startup que saiu da Landing Page/protótipo e se tornou um produto. Ter essa experiência com empreendedorismo sempre será relevante, porém, um empreendedor que já falhou várias vezes, apenas terá mais conhecimento sobre o que não fazer em um negócio, mas não necessariamente sobre como alcançar o sucesso. Essa pode sim, ser uma vantagem, mas empreender é aprender a todos os dias.

 

Chris: Se você quis dizer que falhar é testar, aí sim eu acredito, mas tudo depende de quanto ele aprende com cada “teste”. Um empreendedor não nasce de ontem pra hoje, ele é moldado, as dificuldades moldam o empreendedor.

 

2) Porque vocês resolveram fundar a Zeenflow? Qual problema vocês queriam resolver? 

 

Macgyver: O Zeenflow nasceu pra resolver uma dor própria: Ter uma ferramenta que não só auxiliasse na gestão de projetos (existem muitas no mercado que fazem isso), como também entregasse todos os benefícios da mentalidade lean e Ágil de uma forma prática para os usuários e gestores. Um software que, de fato, ajudasse equipes no dia a dia a serem mais autogerenciáveis e produtivas ao mesmo tempo que ensinasse seus membros a serem mais Ágeis. Algo muito próximo ao que um consultor faria, porém 24/7 e de forma altamente escalável.

 

3) Qual produto que vocês querem vender?

 

Macgyver: O Zeenflow entrega o ambiente completo para gestão de projetos, onde as equipes aprendem e se tornam mais ágeis e produtivas todos os dias. Nós fazemos isso integrando metodologias Ágeis com Inteligência Artificial, o que resulta em uma plataforma que proporciona insights e melhorias constantes para gestores e equipes. Algumas das nossas funcionalidades envolvem a gestão de expectativa do cliente, auxílio em decisões no dia a dia, gestão com Kanban e Scrum, entre outros.

 

a) Quais os principais desafios que vocês encontraram na fase inicial? 

 

Macgyver: Nós ainda estamos na fase inicial, fazendo evoluções no nosso MVP e testando com nossos early adopters. Os principal desafio que temos nesse momento é em aumentar nossa velocidade no ciclo de entrega e feedback dos usuários, pois tanto eu quanto o Chris não temos capital inicial, então estamos trabalhando apenas part time no projeto, sem conseguir focar 100% no Zeenflow.

 

b) Quais os principais desafios da empresa nos próximos meses?

 

Chris: Atravessar o abismo que a maioria das startups não passam, que é não somente atender aos early adopters, mas sim atingir toda a maioria. Como meta atingir nosso primeiro grande número de startups/empresas ativas na plataforma até o mês de Dezembro e, como próximo passo, levantar nossa primeira rodada de investimento.

 

5) Você acredita que existem bons profissionais técnicos no Brasil?  Quão difícil é achar essas pessoas?

 

Macgyver: Com certeza existem, porém é difícil encontrar essas pessoas, pois bons profissionais podem ter um preço inacessível para startups em estágio inicial que ainda não captaram investimento. O mais comum em startups é trazer alguém mais inexperiente para o time e treinar essa pessoa em casa. Mas essa nem sempre é a melhor decisão.

 

6) Você já conseguiu levantar investimentos? Se sim, você acha que o Brasil já tem um mercado desenvolvido para Venture Capital / Angel Investor?

 

Chris: Ainda não, estamos nos controlando e esperando o momento certo para levantar a primeira rodada de investimento.

 

7) Você acha que o mercado de startups no Brasil ainda é pequeno? 

 

Chris: Não diria pequeno, mas tem muito a crescer. Temos muitos empreendedores com potencial aqui no Brasil, na minha opinião precisamos de uma força muito maior nas universidades e apoiar mais o empreendedorismo.

 

8) Você acha que a universidade Brasileira incentiva os empreendedores?

 

Chris: Não, certamente não. Ainda mais quando falamos de startups, muitos universitários gostam do assunto, mas não fazem ideia do que são startups e como entrar nesse mercado.

 

Macgyver: Na verdade, eu acho que a maioria das universidades brasileiras, principalmente particulares, estão longe de cumprir com seu dever básico que é a educação com qualidade.

 

9) Você está incubado no Sebrae, certo? Como isso tem te ajudado?

 

Chris: Sim, estamos. Isso tem ajudado muito!

 

Macgyver: Não seria bem uma incubação. Nós estamos no Living Lab, um projeto do Sebrae em parceria com outras instituições públicas e privadas que funciona como coworking para startups, espaço para eventos e network. Para nós está sendo excelente! Temos contatos com ótimos empreendedores e profissionais no local, além de uma excelente infraestrutura, apoio e mentorias com nomes incríveis da comunidade brasileira de empreendedores.

 

10) Muita gente pensa em largar o emprego para começar uma startup, qual conselho você daria à essas pessoas?

 

Chris: Olha, eu diria que depende muito. Nós no Zeenflow, começamos e ainda estamos trabalhando durante o dia, tocando o projeto de noite e aos finais de semana.

 

Isso é pra todo mundo? Não. É super cansativo e desgastante. Para o próximo passo da startup precisaremos focar 100% e se dedicar por completo.

 

11) Qual o maior erro que você cometeu nessa trajetória?

 

Macgyver: Como disse, o Zeenflow está na sua fase inicial, então ainda vamos errar e aprender muito. Na minha carreira em startups, o erro que cometi e já vi muitos cometerem é achar que você tem todas as respostas e só precisa desenvolver seu produto matador. A realidade é que você não tem todas as respostas, e você não vai acertar o product market fit de primeira, então leve mais tempo escutando, aprendendo e validando.

 

Chris: Essa é a palavra certa, validar! Não tenha medo de errar, o fator diferenciador das startups são as validações de hipóteses, teste tudo e seja ágil em corrigir.

 

12) Para finalizar, qual dica você dá para as pessoas que estão desenvolvendo startups no Brasil?

 

Chris: Olha, eu ainda não posso falar de coisas que eu mesmo não fiz, como a sacada milionária. Mas posso dar uma dica muito valiosa que utilizo sempre: mete a cara!

 

Vá converse com todo mundo, mande mensagem para quem você quiser e pra toda essa galera que está empreendendo, ninguém é intocável. Agora chega de ler aqui e faça acontecer, tem uma longa caminhada pela frente, desejo boa sorte.

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